Thursday, April 10, 2008

Grândola

No dia 30 de Março passado participei no mítico G100.

Foi um desafio único quer pela distância, que era superior ao dobro que estou habituado a fazer, quer pelo facto de ter deixado de treinar em Outubro. Para piorar as coisas raramente ando de bicicleta mais de 1:30 e paguei bem caro pelo facto com caimbras bem fortes a parti dos 55kms.

Na contabilidade final fiquei em 53.º (a minha pior classificação de sempre em BTT) com 4 horas e 53 minutos. No entanto, fiquei muito contente com a prestação e francamente impressionado com a bicicleta que, apesar de ter levado com mais de 1o travessias de ribeiras e lama em quantidade, esteve sempre ao seu melhor nível até ao final.

Apenas o pneu da frente me de alguma insegurança mas o facto é que está pronto para a reforma depois de tantos quilómetros.

Faltou só dizer que a Serra de Grândola é dos melhores locais que conheço para andar de BTT.


Sunday, March 23, 2008

Últimas Evoluções

A bicicleta aproxima-se a passos largos da configuração óptima que idealizei.
Entraram duas componentes há muito esperadas, ficando a faltar a última, que no entanto já está na gaveta à espera da data da instalação lá mais para o verão.

Desviador SRAM X0 de caixa média
Diga-se antes de mais que entretanto teve que levar um par de pulleys novos porque, sabe-se lá como, arranjei maneira de partir 3 dentes a um dos originais.
Os pulleys são da KCNC numa cor vermelha relativamente discreta e parecem ter melhorarado o funcionamento porque as mudanças estão a passar logo ao primeiro “puxar de cabo”. Relativamente ao X9 de caixa longa que lá estava antes, ganhei algo em torno de 40 gramas.

Suspensão Fox F100 RLC
Depois de muita hesitação, acabei por optar por ficar com a Fox em sunstituição da Reba.
A Reba tem mais curso útil? Sim.
A Reba tem um bloqueio disponível ao contrário da Fox que tem mais um bloqueio semi-disponível? Sim.
A Reba tem 100mm de curso ao contrário da Fox que parece só ter 90 e poucos realmente utilizáveis? Sim.
A Fox obriga a um sag maior baixando por isso a frente da bicicleta deforma a torná-la menos manobrável em descidas inclinadas.
Então porquê a Fox? Porque tem um funcionamento significativamente melhor nos primeiros três quartos do curso, porque é incrivelmente rígida sendo ligeiramente mais leve e principalmente porque o ciclista que a vai utilizar cada vez tem menos tempo para treinar e vontade de sofrer em competição. Por outro lado, como foi pintada de preto, já nem o problema estético se coloca. O ganho de peso, já agora foi em torno de 60 gramas.

Cassette XTR
Como vou ter que mudar de cassette brevemente, aproveitei uma oportunidade e comprei uma XTR 11-32 por um bom preço. Tem menos 50 gramas que a SRAM topo de gama que tenho hoje em dia. Lá para Junho tenciono mudar de corrente e nessa altura entrará a nova cassette. Quem conhece a SRAM e a XTR tende a dizer melhor da segunda delas. Logo veremos quem tem razão.

Resumindo, consegui emagrecer a bicicleta cerca de 150 gramas com algum ganho de funcionamento e sempre usando soluções bastante mais baratas do que o esperado (desviador e suspensão do Ebay e cassette do Fizzbikes).

O próximo “problema” vai ser decidir se me mantenho fiel aos pneus actuais Schwalbe Nobby Nic ou se aposto noutra solução.Os candidatos principais são os Specialized Sauser Wind e os Continental Explorer Supersonic ambos em versão kevlar para montar sem câmara claro.

Mais lá para a frente talvez invista num guiador um bocadinho mais alto sendo o Syntace Vector Low Rise um óbvio candidato. Mesmo depois de cortado, vai-me deixar a bicicleta mais pesada cerca de 40/45 gramas mas o genho de segurança a descer deverá compensar a muito ligeira perda a subir (será que 45 gramas a mais dão para perder mais de 5 segundos numa meia maratona???).

Thursday, January 17, 2008

Foto

Reparei que tenho colocado poucas fotos da menina propriamente dita.

Aqui vai uma tirada a seguir ao banho...

Hoje em dia o desviador já é um XO. Neste momento a suspensão que tem montada é a que está na fotografia mas recentemente foi a Fox que lá esteve.

Saturday, January 12, 2008

Pneus - hora de decisões

Os pneus são um ponto chave da BTT muitas vezes ignorado.

Quando as coisas correm normalmente, os dois pneus são o interface entre o solo e a bicicleta. Quando assim não é a manobra em causa até tem um nome: queda!

Também são a parte da bicicleta que está mais abaixo e, tirando os momentos em que se utilizam mudanças obscenamente leves, é a única parte que rola à velocidade da própria máquina.

Estando no ponto mais baixo são portanto pau para toda a obra: A eles pede-se o impossível. Queremos aderência mas ao mesmo tempo baixa resistência ao rolamento. Queremos capacidade de deformação mas predictibilidade. Queremos baixo peso mas durabilidade. Queremos resistência aos furos mas pouca borracha. Queremos bom comportamento em lama mas tambem em seco, etc... etc...

Complicado? Muito! Mas ao mesmo tempo não nos podemos esquecer que, pela sua faceta de suportarem o contacto com o solo, acabam por ter uma influência enorme no comportamento dinâmico sendo todavia uma das componentes mais baratas que temos nas bicicletas. Aqui conseguimos conciliar o irreconciliável. Podemos ter a melhor performance a um custo sempre suportável quando comparado com outros...

O maior problema que os pneus têm para mim é a dificuldade de escolha principalmente porque há que conciliar inúmeros factores. 95% ou mais dos ciclistas (mesmo os mais regulares) não andam a mudar de pneus em função do percurso que pretendem fazer.

Como se deve escolher um pneu partindo do princípio que o iremos usar para todas as condições possíveis?

Para começar há que fechar o âmbito. Se tenho uma bicicleta com 150mm de curso e gosto de descer à bruta não vou obviamente comprar um pneu de 1.9 com tacos baixos mesmo que saiba que de vez em quando uso a bicicleta para passeatas em estradões planos com o pessoal amigo. No meu caso, tenho uma bicicleta com 115mm de curso, faço algumas voltas em zonas com bastante calhau e constante sobe-e-desce, sou fraquinho a descer e frequento algumas provas tipo meia-maratona. Cedo entendi que tinha que escolher algo leve, aderente e com uma secção relativamente generosa que me perdoe a falta de técnica.

Depois de muito ler sobre o assunto optei por uns Schwalbe Nobby Nic em 2.1. Gosto deles? Sim! Para mim só têm três defeitos: comportamento pouco franco da roda da frente em curva, flancos pouco resistentes a rasgões e muitíssima tendência para furos. As vantagens do lado da aderência, peso e capacidade de rolamento no entanto mais do que compensam os defeitos principalmente com uma montagem sem câmara a baixa pressão que além de resolver o tal tema dos furos quase elimina o primeiro defeito ao mesmo tempo amplificando todas as qualidades referidas.

Será que haveria melhor? Muito provavelmente mas como não experimentei outros não estou certo disso.

Qual a melhor forma de nos assegurarmos de que escolhemos a combinação certa (repare-se que o da frente pode, e em alguns casos deve, ser diferente do de trás).

Em primeiro lugar há que fazer uma lista de modelos que se nos adaptem. Depois é reduzi-la com base em factores controláveis sem testar como o peso e a capacidade deles para serem montados sem câmara (este aspecto é muito relevante porque não tenho dúvidas em afirmar que uma montagem sem câmara é melhor em 99% dos casos).

Reduzida a lista, o que se deve fazer é procurar análises desinteressadas na net e revistas credíveis. A tática que uso é não considerar nunca as qualificações das revistas que fazem um "teste" a um produto e depois têm a distinta lata de colocar quase na mesma página um anúncio dessa marca. Ignoro também aqueles comentários do Sr. que acabou de comprar um produto e publica uma opinião elogiosa dizendo no fundo "vejam só a última maravilha que eu comprei".

Vou é à procura dos insatisfeitos. "O pneu andou 300km e estava gasto". "Furei uma em cada duas voltas". "Chego às curvas e a bicicleta segue a direito". "Nas subidas inclinadas e com pouca aderência a roda patina mesmo com o pneu comprado ontem", etc... É neste muro de lamentações que se vê quais os reais defeitos do pneu e se são controláveis ou aceitáveis para nós. Por omissão também se descobrem as qualidades principalmente se for um pneu muito vendido.

O objectivo é sempre reduzir mais a lista. Chegados a dois ou três modelos, há que bater a portas conhecidas para se tentar testar o que se conseguir. Atenção que o processo pode ser penoso porque a melhor forma de o fazer passa por montar o pneu ou pneus na nossa própria bicicleta. Se for sem câmara então é duríssimo por isso convém que a lista seja de facto o mais reduzida possível.

Depois há que estar preparado para errar. Se não tiver hipóteses de testar nenhum modelo de jeito e optei pelo primeiro da tal lista, tenho que pensar que o dinheiro investido não terá sido todo em vão como veremos abaixo. Se ficar desiludido, passo ao segundo da lista e assim sucessivamente dentro do suportável. Convirá relembrar que são o componente que tem a relação comportamento da bicicleta/custo mais favorável mas, como o dinheiro também não estica, há pelo menos duas boas soluções seguras:

1 - se tenho um amigo que só usa Maxxis Larsen TT em 2.0 e eu acho que é o ideal para mim posso propor comprar os pneus mas depois de andar umas dezenas de kms, caso não goste, ele ficará com eles para a próxima vez que mude sendo, nesse caso, acordado um pequeno desconto para que também fique satisfeito.

2 - no caso de se desistir de um determinado pneu o melhor é desmontá-lo mesmo antes de lhe dar uso excessivo, limpá-lo bem e publicar de imediato um anúncio num desses fóruns a vendê-lo com um desconto considerável face ao custo de loja. Convém nesse caso conservar a factura para que o comprador saiba com todo o rigor quando foi comprado.

Enfim... se tivermos algum cuidado, penso que não é assim tão difícil maximizar as possibilidades de se escolher o pneu ideal para nós.

Com o evidente desgaste que os meus pneus já mostram, começa-se a aproximar portanto o momento de mudar.

Mais do mesmo ou novidade, logo se verá...

Wednesday, January 9, 2008

Desafio...

Como o treino tem sido abaixo de zero, decidi tentar fazer uma prova de 80km para ver se espevito a motivação.

www.maratonabttmondego.blogspot.com/

O máximo de distância que fiz em prova não chega aos 50km por isso vai ser assustador atirar-me a esta distância.

Vale-me o facto de já conhecer a primeira parte que fiz no ano passado. Bastante durinha, diga-se. Um sobe e desce constante com pisos nem sempre muito acessíveis.
Infelizmente perdi-me e consequentemente desci cerca de 10 lugares terminando em 18.º.

Comecei a tentar treinar diariamente embora por períodos ridiculamente curtos (em torno de 30 minutos). Trata-se de tentar diminuir o tamanho do empeno e pouco mais...

Entretanto comprei um Camelbak porque aquilo vai exigir muito fluído...

Monday, January 7, 2008

Suspense...

Na volta que fiz ontem finalmente consegui fazer 90mm na Fox Float 100RLC mas foi preciso atirá-la para uma vala a 40 km/h... Ainda faltam mais 10mm. Como ela é tudo menos linear não basta atirá-la para a mesma vala a 80km/h! Vou assumir que o curso real é 95mm no máximo.

O ideal era ficar com as duas. A Fox era para a passeata e provas com poucas variações de inclinação (ou planas ou então subidas e descidas longas). A RockShox para XC e terrenos mais variáveis...

De qualquer modo com a Fox a frente fica-me excessivamente baixa e não é raro que a suposta maior estabilidade a descer se transforme em insegurança. Dou comigo de braços esticados e com o peito quase encostado ao selim demasiadas vezes... Provavelmente resolvia-se o problema com uma mudança para um guiador sobre-elevado. Enfim... Eram pelo menos mais 70 gramas por isso o ganho de peso da Fox ia todo embora...

Vou tentar montar a RockShox outra vez e dar-lhe uso no próximo fim de semana. Se notar uma perda de sensibilidade muito grande talvez fique com a Fox. Cada vez serão menos as competições que farei por isso não vale a pena estar para aqui com grandes exigências... Hoje em dia quero conforto e acima de tudo não cair...

Por isso no dia 14 de Janeiro vou colocar uma delas à venda! RockShox ou Fox, eis a questão...

Depois, pode ser que a DT Swiss venha, lá para 2009, trazer a solução para todos os meus problemas.

Numa só suspensão:
- menos peso,
- um curso totalmente utilizável e um bloqueio remoto como na RockShox e
- a sensibilidade e suavidade lendárias da Fox...

Saturday, December 22, 2007

Upgrade da suspensão???

Depois de cerca de 1500km de uso da suspensão Rockshox Reba Team de 2007, com base nuns testes que entretanto fiz, decidi aproveitar uma boa oportunidade e comprei uma Fox F100 RLC igualmente de 2007. As primeiras impressões foram as que abaixo descrevo. Pode ser que evoluam à medida que for dando uso à Fox mas para já diria que não ganhei muito com a mudança além de 80 gramas a menos e muito melhor sensibilidade mas apenas nos pequenos impactos.

Realmente mau é o aspecto com que a bicicleta ficou. Aquele branco não tem nada a ver com o resto da bicicleta.


Regulações:
Rockshox Reba Team
Pressão do ar positivo
Pressão do ar negativo
Rebound
Bloqueio e compressão remotos
Blow-off

Fox F100 RLC
Pressão do ar
Compressão
Rebound
Bloqueio
Blow-off

O melhor da Fox
Peso
Sensibilidade na parte inicial do curso
Sensibilidade quando activado o blow-off
Regulações precisas e eficazes

O pior da Fox
Sensibilidade na parte final do curso (excesso de progressividade)
Bloqueio na perna superior
Interferência entre as acções de bloqueio/desbloqueio e a regulação da compressão

O melhor da Rockshox
Linearidade (utiliza-se melhor o curso disponível)
Bloqueio remoto

O pior da Rockshox
Sensibilidade
Sensibilidade quando activado o blow-off
Intereferência ligeira entre o manípulo de bloqueio e de compressão remotos

Conclusão:
A Fox parece ser menos adequada para uma utilização mais desportiva. A dificuldade de acesso do bloqueio e a quase constante interferência com o controlo da compressão são pouco compatíveis com um uso em esforço máximo. Por outro lado a excessiva progressividade faz com que apenas a utilização real dos 100mm de curso se resuma tipicamente a 80. Embora baixando a pressão se consiga usar melhor a parte final do curso, o sag excessivo que daí resulta acaba por traduzir-se num baixar da frente da bicicleta com consequências na sua manobrabilidade. O uso da Fox deve ser restrito a bicicletas com suspensão total dado que o funcionamento equilibrado da frente e traseira vai exigir menos acções de bloqueio.

A Rochshox, apesar de à partida parecer muito menos confortável, permite uma utilização bastante mais agressiva e ajustada às exigências da competição. Face é Fox, é de esperar um ligeiro aumento da fadiga do ciclista em percursos muito longos e com menos irregularidades.