Nisa - XC - Classe de Promoção - 29 de Julho
Temperatura: para aí 35 a 40 graus... A máxima desse dia andou pelos 42/43.
Prova toda feita com o Propedal fechado em posição 3 (a mais "dura"). No fim verifiquei que só utilizei metade do curso traseiro. O percurso tinha exigência técnica próxima de zero por isso a Reba também só era aberta nas duas descidas mais íngremes. O pior que havia eram uns calhaus soltos e muitas depressões das saudosas poças de inverno.
Levei dois clicks a mais no rebound o que se revelou perfeito para esse terreno. Muitos momentos houve em que não se via o dito cujo terreno tal era a poeirada.
Primeiros 15 minutos a rolar nas rodas do grupo da frente (médias próximas de 35km/h , grandes malucos). Isto feito dentro de alguns limites de conforto físico. Era incrível a quantidade de pó que o grupo levantava (seriam 15 a 20). Muitas vezes as trajectórias eram decididas por instinto porque mal se via a roda do ciclista da frente.
Espantosamente, a descer aguentava-me o que para mim é completa novidade (com a rígida perderia logo as rodas). Descolei obviamente na primeira subida digna desse nome e continuei bem começando mesmo a passar aquele pessoal que se estica sempre nas saídas e depois paga com juros.
Mas pouco depois os 30 e muitos graus que se faziam sentir, de repente e sem aviso, decidiram dar-me com uma marreta na cabeça que me começou a doer fortemente e o resto foi a diesel. É o que dá treinar sempre de madrugada pela fresca...
Para a festa ser completa, perdi-me a pouco mais de um km de cortar a meta porque aquele pessoal parece que gosta de poupar nas placas de sinalização (aliás para encontrar o local da prova já foi uma aventura). Decidi desistir.
Fiz 25 minutos na primeira volta mesmo tendo baixado o ritmo no último terço. Penso que o vencedor marcou 49:20 ou 49:40 pelo que se pode dizer que a prestação física nem foi demasiado má.
Pelo menos não cai nem furei. O Nobby Nic da frente limitou-me em curva sem no entanto causar embaraços de maior.
A parte mais engraçada aconteceu nas longas rectas feitas a 35km/h ou mais em grupo compacto. A percentagem de bicicletas rígidas no grupo era enorme e era muito difícil ver o terreno. A consequência era que a cada buraco havia desgraçados que devido à velocidade enorme quase que eram "ejectados" pelo selim enquanto eu me desviava deles tranquilamente a pedalar sentado. Depois era vê-los a penar para recuperar o ritmo de novo.
Enfim... A bicicleta passou no teste com distinção. O ciclista chubou!
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