Hoje tive oportunidade de participar no 3.º passeio da Fexpomalveira.
Trata-se de um evento interessante porque, apesar de ser alcunhado de passeio, como está excelentemente marcado dá para ser feito sem guia.
Isto equivale a dizer que a regra geral é "tudo a abrir até ao fim".
Ao contrário do ano anterior em que a exigência técnica era baixa o deste ano tinha desafios (e armadilhas) de sobra. O equilíbrio entre o "desafiante" e o perigoso é ténue. Infelizmente vi gente cair de forma assustadora mas aparentemente terá sido só "chapa e pintura".
Enfim... era um percurso para pessoal mais maduro e com bicicletas à altura.
Para mim começou mal. O pulsómetro não funcionava mas o pior é que não sei como nem porquê tinha um elo preso que saltava nas mudanças. Tentei intervir via afinador do manípulo XO mas o problema era realmente outro e tive mesmo que parar perdendo as rodas do restrito primeiro grupo no processo. Resolvido o assunto, sobrou para as mudanças devido a ter "inventado" demasiado com o tal afinador.
Só lá para o km 10 dos 36 que teve o passeio é que atinei finalmente com as mudanças. E se elas faziam falta. Era cada rampa que assustava e sempre recheada de pedras, degraus, areia e valas. As descidas vertiginosas juncadas de obstáculos de respeito também se sucediam.
A Blur XC estava no seu meio e devorava os obstáculos nas subidas com uma facilidade incrível. A descer tinha que ter paciência com o seu dono que decididamente não tem jeito para isso. Todavia dada a situação "tipo prova" o convite para esticar os limites estava bem presente e, para grande surpresa minha, nunca estive sequer perto de cair.
Entretanto aconteceu-me uma coisa única. Apesar de ter que se dar o desconto por estar ainda a recuperar lugares depois da avaria, pela primeira vez na vida entrei numa descida com um grupo e, no final, em vez de ter sido ser largado para trás fui largado para a frente e saí com uns bons 10/20 segundos de vantagem.
Grande Blur XC que até as insuficiências do dono disfarças.
Outro aspecto de destaque foi o facto de ter chegado ao fim com sensações físicas bem diferentes do habitual. Recordo que antes fazia provas em rígida.
Não estou propriamente num apuro de forma e notou-se bem porque a partir do km 25 nas subidas a caimbra era uma ameaça real. Tentei minimizar o problema com um gel energético que claramente teve efeitos positivos e lá consegui acabar a bom ritmo. Fiz 2:09 mas que na prática eram 2:05 porque perdi cerca de 4 minutos nas reparações.
Cheguei portanto ao fim com as pernas muito moídas. Mas muito interessante mesmo era que a dor nas costas e braços que tipicamente me acompanhavam nesses momentos de fim de prova nem sequer andavam por perto. Isto apesar da verdadeira tortura que tanta pedra proporcionou.
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